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	<title>Arquivos Epilepsia - Dra. Simone Amorim</title>
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	<description>Especialista em tratamentos com Toxina Botulínica na Neurologia.</description>
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		<title>Epilepsia e distúrbios do movimento: Distinção e diagnóstico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Simone Amorim]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Jun 2021 19:37:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Distonia]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças neurológicas]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças raras]]></category>
		<category><![CDATA[Epilepsia]]></category>
		<category><![CDATA[crise epiléptica]]></category>
		<category><![CDATA[distonia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O avanço da medicina trouxe inúmeros ganhos para os pacientes. Entre eles está o aperfeiçoamento do diagnóstico dos distúrbios do movimento que podem estar presentes o quadro de doenças raras. Antes do aprofundamento necessário no assunto, vale explicar que distúrbios do movimento são um conjunto de desordens neurológicas que levam o paciente a realizar movimentos  [...]</p>
<p>O post <a href="https://mail.drasimoneamorim.com.br/epilepsia-e-disturbios-do-movimento-distincao-e-diagnostico/">Epilepsia e distúrbios do movimento: Distinção e diagnóstico</a> apareceu primeiro em <a href="https://mail.drasimoneamorim.com.br">Dra. Simone Amorim</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O avanço da medicina trouxe inúmeros ganhos para os pacientes. Entre eles está o aperfeiçoamento do diagnóstico dos distúrbios do movimento que podem estar presentes o quadro de doenças raras.</p>
<p>Antes do aprofundamento necessário no assunto, vale explicar que <strong>distúrbios do movimento</strong> são um conjunto de desordens neurológicas que levam o paciente a realizar movimentos involuntários, exagerados e intensos, podendo ser contínuo ou episódico. Estes movimentos podem afetar um ou mais segmentos, como cabeça, tronco, braços e pernas.</p>
<h2><strong>Entenda a relação entre epilepsia e os distúrbios do movimento</strong></h2>
<p>Hipócrates, considerado o pai da medicina, estudou a <strong>epilepsia</strong> e chegou à conclusão de que se trata de uma disfunção cerebral. Em outras palavras, a <a href="https://www.youtube.com/watch?v=RM8wQUdRLqA&amp;t=2s" target="_blank" rel="noopener"><strong>epilepsia</strong> </a>ocorre porque os impulsos elétricos e os sinais químicos responsáveis pela comunicação entre os neurônios se comportam de forma desordenada, ocasionando uma <a href="https://www.youtube.com/watch?v=rgAHC_5lyU4&amp;t=51s" target="_blank" rel="noopener"><strong>crise epiléptica</strong></a>. Conhecemos algumas de suas causas, como má formação cerebral, erros inatos do metabolismo, infecções congênitas, problemas pré, peri ou pós parto, paralisia cerebral, tumores cerebrais, doenças genéticas, entre outros. A depender da região cerebral que sofre um agravo, a mobilidade do paciente pode ser afetada, originando, assim, os distúrbios do movimento. Estes, por sua vez, podem ser do tipo <a href="https://drasimoneamorim.com.br/distonia-conheca-os-tratamentos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>distonia</strong></a>, coreia, atetose, balismo, <strong><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AlqN3ye0ZCc" target="_blank" rel="noopener">bruxismo</a></strong>, mioclonia, tremor, entre outros.</p>
<p>Hoje, um dos maiores desafios quando relacionamos epilepsia e distúrbios do movimento é a identificação de quando se trata de um ou de outro. A epilepsia, por exemplo, pode causar movimentos tônicos, clônicos, atônicos, enquanto que nos distúrbios do movimento a distonia é a mais frequente. Em ambos, epilepsia ou distúrbio do movimento, as alterações oculares (crises de desvio ocular) são comuns.</p>
<h2><strong>Epilepsia e distúrbios do movimento: Diagnóstico</strong></h2>
<p>Os três elementos que fazem a diferença no diagnóstico mais assertivo do paciente são: observação, história clínica e exame neurológico.</p>
<p><strong>Observar</strong> o paciente desde o momento que ele entra no consultório até o momento de ir embora nos permite identificar aspectos característicos. O movimentar das mãos e dos pés, a postura enquanto está sentado, o deitar. Quando olhamos com atenção para esses detalhes, adquirimos uma nova percepção. Para isso, é extremamente importante que o neurologista esteja familiarizado com os conceitos sobre distúrbios do movimento, pois o reconhecimento de características específicas pode estar nas sutilezas de um detalhe que outrora passou despercebido.</p>
<p>Por exemplo, se o especialista não tiver bagagem a respeito das alterações de movimento, uma crise oculogírica (desvio ocular que é uma reação distônica) pode ser facilmente confundida com uma crise epiléptica. A diferença entre elas se deve ao fato de que o paciente não perde a consciência dos acontecimentos a sua volta durante um episódio distônico. Ele entende o que se fala, mas não consegue desfazer aquela postura. Febre, taquicardia, rubor e sudorese também podem vir acompanhando uma crise oculogírica.</p>
<p>Além disso, é importante trabalhar a <strong>história clínica</strong>. Por diversas razões os pacientes optam por mudar o especialista que os acompanha. Ao longo desse processo, muitas informações podem ser perdidas e/ou ignorada. A fim de alcançarmos um diagnóstico satisfatório, retomar questionamentos e avaliações pode proporcionar uma nova descoberta que culminará em um tratamento mais eficiente.</p>
<p>O <strong>exame físico geral e neurológico </strong>trazem provas físicas que complementam a observação e corroboram para um diagnóstico específico. Por exemplo, você sabia que o aumento do baço e do fígado remetem a algumas doenças genéticas? É no momento da realização deste exame que notamos esta alteração.</p>
<h2><strong>Exames para diagnóstico: Exoma e painel multigênico personalizado (NGS)</strong></h2>
<p>Para auxiliar no diagnóstico de doenças raras associadas a distúrbios do movimento, atualmente existem exames genéticos específicos: o paineis que avaliam vários genes por meio de sequenciamento de última geração (os mais comuns para aquele grupo de doenças) e o exoma.</p>
<p>O <strong>painel de distúrbios do movimento</strong> é gratuito. Ele avalia 91 genes (temos mais de 100 descritos) que detectam síndromes que cursam tanto com epilepsia quanto com distúrbios do movimento. Para realização, nós temos acesso a um kit que nos permite coletar os materiais do paciente no próprio consultório por meio de <em>swab</em> (uma espécie de “cotonete grande”) passado na região interna da bochecha. Já o <strong>exoma</strong> permite sequenciar todas as informações do DNA humano a fim de identificar variantes patológicas que estejam relacionadas ao quadro clínico do paciente.</p>
<p>A mensagem que eu gostaria de deixar aqui hoje é que as síndromes epilépticas podem ser associadas aos distúrbios do movimento, assim como o inverso. Especialistas e pacientes têm papéis a desempenhar neste processo de descoberta de uma doença, diagnóstico e tratamento, por isso precisamos nos munir de informações.</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p><em>Este conteúdo visa informar e não substitui a orientação de um especialista. Consulte o seu médico para esclarecer quaisquer dúvidas e realizar diagnósticos.</em></p>
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